Primeiro dia de Seminário teve discussão sobre análise cultural em telejornalismo e lançamento de livros

O Seminário Internacional de Análise de Telejornalismo iniciou nesta terça, 23, reunindo, neste primeiro dia, pesquisadores filiados à vertente britânica dos Estudos Culturais para debater formas de pensar e fazer análise cultural em telejornalismo.  

Da esquerda para direita: João Freire Filho, Ana Carolina Escosteguy, Itania Gomes, Fernanda Maurício, Jeder Janotti e Ana Luisa Coiro

A mesa, coordenada pela professora Fernanda Maurício, foi aberta pelo trabalho de Jeder Janotti, da UFPE, que falou sobre o modo como os sucessos virais da Internet têm transformado o processo de agendamento midiático. De acordo com o pesquisador, usar a web como estratégia de visibilidade é apenas uma forma alternativa de se legitimar nos canais tradicionais: “esses fenômenos não acarretam fim nem corte epistemológico no agendamento”.

Após, Ana Carolina Escosteguy, da PUC-RS, utilizou o exemplo do programa televisivo Brasileiros, da Rede Globo, para verificar quatro aspectos do jornalismo pensado no âmbito da cultura: 1) jornalismo como forma cultural; 2) jornalismo como comunicação; 3) jornalismo como instituição; 4) jornalismo como prática contextual e situária.

João Freire Filho, da UFRJ, falou sobre como a literatura de autoajuda e de busca pela felicidade tem crescido na última década e sobre as maneiras como o jornalismo vem partilhando desses valores. Para o pesquisador, programas como o Globo Repórter assumiram como pressuposto a ideia de que ser feliz é ou deve ser o objetivo da sociedade contemporânea e têm investido no exercício didático de ensinar fórmulas para a felicidade.

A professora da Unifra- Santa Maria (RS), Ana Luisa Coiro propôs uma discussão teórica sobre como alguns conceitos de Raymond Williams, considerado um dos pais fundadores dos Estudos Culturais de matriz britânica, poderiam ser utilizados como método ou metodologia.

Para fechar a mesa, a coordenadora do Seminário, Itania Gomes, discorreu sobre de que forma vem trabalhando o gênero televisivo: como uma categoria cultural caracterizada por sua estabilidade em fluxo; um lugar de onde se pode entender o processo comunicativo em suas implicações políticas, sociais, econômicas, históricas.

Após a mesa, o evento seguiu com o lançamento de dois livros: Gêneros televisivos e modos de endereçamento no telejornalismo, organizado por Itania Gomes, e Jornalismo Contemporâneo: figurações, impasses e perspectivas, de Gislene Silva, Dimas Künsch, Christa Berger e Afonso Albuquerque.

As fotos do primeiro dia de evento estão disponíveis em http://www.flickr.com/photos/analisedetelejornalismo

Nesta quarta, dia 24, às 14h, haverá uma mesa de debates sobre telejornalismo e história e, após, iniciam os Grupos de Trabalho. O evento pode ser acompanhado, ao vivo, através do link http://aovivo.ufba.br/telejornalismo e pelo twitter @atelejornalismo.

 

 

 

 

Sobre analisedetelejornalismo

O Grupo de Pesquisa em Análise de Telejornalismo foi criado em 2001 e está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia. Coordenado pela Dr. Itania Maria Mota Gomes, o grupo trabalha com a análise de programas telejornalísticos a partir da perspectiva teórico-metodológica dos cultural studies em associação com os estudos de linguagem, abordagem que implica a consideração de aspectos ao mesmo tempo históricos, sociais, ideológicos e culturais do telejornalismo.
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